Era um dia tranqüilo na mansão Kido. Todos os cavaleiros, inclusive Ikki estavam lá aproveitando o domingo para descansar um pouco...
Shiryu e Hyoga estavam treinando no jardim, longe das rosas de Saori, já que da última vez levaram uma bronca daquelas por pisarem em algumas. Seiya estava assistindo um jogo de futebol na TV, Shun estava sentado do seu lado lendo um livro e Ikki estava na rede dormindo...
“AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!”
Seiya e Shun param e olham para trás:
“É a voz de Saori!!”
“Será que ela está em perigo?!”
“Athena!!”
A
caçada impossível
Shiryu e Hyoga chegam correndo:
“O que aconteceu?”
“Vamos lá ver!”
“SOCORROOOOOO!!”
“Athena, você está bem?!”
Com todo o barulho, Ikki desperta:
“Rooon... Hã? O quê?”
Os quatro cavaleiros sobem as escadas desesperados enquanto Ikki sentava na rede e coçava a cabeça. Quando eles chegam no escritório de Saori, encontram-na em cima da mesa.
“Saori-san, o que aconteceu?”
“Você está bem, Athena?”
“U-U-UM
RAAAAAATOOOOOO!!!!!!!”
“Foi só isso?”
“Um rato?”
“Todo esse escândalo só por causa de um mini mamífero?”
“Ah, deixa ele em paz, vamos voltar lá pra baixo.”
Seiya, Hyoga, Shun e Shiryu dão meia volta e saem da sala conversando tranqüilamente:
“Puxa, que susto, eu pensei que fosse mais um daqueles deuses...”
“Argh, se um deles viesse estragar meu dia de folga, veria o que é um cavaleiro bravo de verdade!”
“Um ratinho não é nada...”
Saori observa os quatro saindo da sala desesperada.
“VOLTEM AQUI VOCÊS QUATRO!!! ME AJUDEM!!!!!”
“O que você quer que nós façamos, Saori? Lutemos contra ele?”
“MATEM ESSA COISA NOJENTAAAA!!!!!!”
Shun olha pro pequeno animal.
“Mas por que mataríamos um bichinho tão inofensivo? Isso seria tirar a vida de um ser vivo sem nenhuma razão. Vai totalmente contra os meus princípios.”
Shiryu volta-se a ele:
“Nem tanto, Shun, você sabe que a Peste Negra acabou com boa parte da população européia na Idade Média, e só aqueles que eram naturalmente imunes às bactérias que os ratos traziam e aqueles que não pegaram a doença por sorte escaparam dessa...”
“CHEGA DE CONVERSA FIADA!!! MATEM LOGO ESSE RATO OU EU MANDO VOCÊS PRA FORA DA MANSÃO!!!!!”
“Ora, mas é o rato que tem que ir pra fora da mansão, não nós. Por acaso eu tenho alguma doença contagiosa?”
“Pelo que estou vendo não, Seiya. Acho que ela quis dizer que seremos inúteis aqui se não matarmos o rato.”
“Inúteis? Mas e se aparecer algum deus ou ser que queira ataca-la?”
“Bem, aí então nós seremos úteis novamente.”
“Ahhh....”
“PELOAMORDEDEUS!!!! TIREM ESSE MONSTRO DAQUI!!!!!!”
“Saori, isso não é um monstro, isso é um ratinho. Se não me engano, monstro é a determinação que damos a seres desconhecidos que nos causam aversão, mas todo mundo sabe o que é um rato.”
“TÁ BOM, MAS MATEM ESSE RATO! SE VOCÊS MATAREM ESSE RATO EU PAGO A CONTA DAQUELE CARRO QUE VOCÊS DESTRUÍRAM SEMANA PASSADA, MAS MATEM ESSA COISA LOGO!!!!!”
“Bem, isso muda tudo. Primeiro, temos que tirar o rato ou a Saori daqui.”
“Se o rato sair da sala, teremos mais de 50 quartos para vasculharmos. É muito trabalhoso!”
Hyoga olha pra Saori, depois pro rato, depois pra Saori de novo.
“Tirar a Saori daqui é muito mais perigoso. Prefiro o trabalho a ter que forçar ela a descer daí... Vamos enxotar o ratinho.”
Hyoga sai caminhando atrás do rato:
“Xô, xô, sai daqui...”
O ratinho sai correndo do quarto e Saori respira aliviada...
“E agora, pra onde ele foi?”
“Ué, achei que você tinha visto. Foi você que mandou ele pra fora.”
“Ah, eu não prestei atenção...”
“Essa não... O único jeito agora é formarmos dois times pra procurar aquele rato...”
Shun e Hyoga vão para um lado enquanto Seiya e Shiryu pro outro. Depois de algumas horas procurando, eles voltam a se encontrar...
“E aí, vocês encontraram?”
“Nós não! O que vamos fazer agora?”
“Vamos esperar até que ele apareça de novo.”
“Até lá ele já vai ter se reproduzido!”
“Então vamos atrair ele. É só deixar um pedaço de queijo lá embaixo que ele aparece.”
“Boa, Shiryu! Eu já estou indo pra cozinha.”
Hyoga segura Seiya pela gola:
“Espere, Seiya!!”
“O quê?”
“Você não está se oferecendo pra fazer a isca só pra comer um lanche lá na cozinha, está?”
“Er... bem...”
“Eu sabia.”
“Desculpe, gente, é que...”
“Eu vou com você.”
“Hã?”
“Eu também estou com fome.”
No fim os quatro foram pra cozinha e depois de uma bela refeição pegaram um pedaço de queijo e levaram pro hall.
“Agora é só esperar. Quando ele aparecer, nós matamos o bichinho.”
“Puxa, como isso é simples. Nós poderíamos ganhar uma boa grana matando ratos...”
“Isso é muito cruel, Seiya! Ainda acho que nós não deveríamos matar esse rato!”
“Shhh!! Tem alguma coisa se movendo lá!”
Todos ficam a espera do pobre ratinho que iria pegar o apetitoso pedaço de queijo... Mas o que surge lá estava muito longe de ser um rato.
“Argh!! Uma barata!”
“Eu vou esmagar essa coisa aí!!”
“Calma, Seiya! Se você sair agora, pode assustar o rato!”
“Mas a gente tem que matar essa barata também!”
“A Saori não falou nada em matar uma barata! Só ratos! Deixa essa pro Tatsumi!”
Após saborear um pouco do queijo, a barata vai embora e o rato aparece.
“Na mosca!”
Hyoga dá passagem pro Seiya:
“Pronto, Seiya, esse você pode matar.”
“Tá certo!!”
Seiya pula bem alto na direção do ratinho e acende o cosmos:
“YYYYYAAAAAA!!! VOCÊ JÁ ERA!!! METEORO DE PÉGASO!!!!”
O ratinho olha pra ele e foge assustado. Shiryu, Hyoga e Shun saem de trás do sofá em desespero:
“ESPERE, SEIYA!!!!!!”
Mas era tarde. O meteoro do Seiya causa vários buracos enormes no chão da sala, perfurando inclusive o caro e novo tapete que Saori tinha comprado. O rato entra em um buraco na parede.
“Ops! Parece que não deu certo...”
“Puxa, devia ter ido eu mesmo matar esse bicho. Agora o rato se escondeu de novo e ainda temos a entrada a mansão completamente destruída...”
“Só espero que se matarmos o rato, a Saori não fique brava com a gente por causa disso.”
Eles se entreolham.
“Nããããã.... Nem em um milhão de anos ela perderia uma oportunidade de nos dar uma bronca!”
“Bem, pelo menos agora sabemos que o rato está dentro daquele buraco. O que nós vamos fazer agora?”
“Eu tive uma idéia, esperem aqui.”
Shiryu sai da mansão, enquanto Seiya, Hyoga e Shun depositam alguns livros na frente do buraco para prender o ratinho nele.
Depois de alguns minutos, Shiryu volta carregando um gato.
“Nada como usar a tradição.”
Shiryu tira os livros da frente e solta o gato. Este olha no buraco, coloca a patinha pra dentro, cheira, mia, depois dá meia volta e sai correndo.
“Pra onde ele tá indo?”
“Será que é algum truque pra caçar o rato?”
Seiya olha por alguns segundos e depois sai correndo atrás do gato:
“Ei, volte aqui!! A cozinha não é sua!!”
Shiryu, Hyoga e Shun também percebem a verdadeira intenção do gato e saem correndo atrás dele.
“Shiryu, isso foi uma péssima idéia!”
“Eu sei!”
Shun de repente dá meia volta:
“Ei, esquecemos de colocar os livros pra prender o rato de volta!”
Hyoga também se vira e vai com ele. Quando eles olham, o ratinho está fora do buraco e roendo algumas folhas dos livros.
“Essa não, esses são os livros favoritos de Saori!”
“Puxa, eu não sabia que ela lia livros!”
Hyoga pula pra cima do rato:
“Agora sim! Peguei você! Droga, ele está escorregando! Rápido Shun, mate ele! Se eu apertar ele escapa! Mata ele logo!”
“Mas.. mas...”
“Vamos, Shun! Não precisa ficar com a consciência pesada! Pode mata-lo! Lembre-se do que o Shiryu disse! Por causa dos ratos, boa parte da população européia morreu!”
“Mas eu não posso fazer isso, Hyoga... O rato é um ser vivo e além do mais, é um ser completamente inocente e frágil... Eu não posso cometer um crime desses...”
“Vamos, Shun! É por Athena!”
“Mesmo, assim, eu não acho que seja uma coisa justa...”
“Shun, a Athena queria que nós matássemos ele! E você é um cavaleiro de Athena!!”
“É, você tem razão... Então... TEMPESTADE NEBULOSA!!”
Mas no instante que o Shun ia lançar o golpe, o ratinho escapa das mãos de Hyoga...
“NÃO, SHUN!! AAAAHHHH!!!!”
Hyoga é jogado pra longe com o golpe do Shun.
“Oh, Hyoga! Me desculpe!!!”
“Vá atrás do rato!!”
Shun olha a sala toda a procura dele, mas não encontra. Onde será que ele está?
Seiya e Shiryu voltam da cozinha cheios de arranhões e carregando o gato de volta.
“Seiya, Shiryu? Que bom que conseguiram deter o gato!”
“Conseguimos? Então vai lá na cozinha dar uma espiada no que esse diabinho fez!”
“Foi tão grave assim?”
“Você nem imagina! E o rato?”
“Ele fugiu de novo. Quase que pegamos ele.”
“De qualquer forma, é a minha vez de ter uma idéia. Hyoga?”
Hyoga se levanta todo machucado do outro lado da sala:
“Estou aqui!”
“Será que você poderia congelar o chão ou o que sobrou dele?”
“Isso é fácil. Mas por que é que você quer que eu faça uma coisa dessas?”
“Ficaria mais fácil de congelar o rato!”
“Ei, até que é uma boa idéia! Vamos fazer isso! PÓ DE DIAMANTE!”
E todo o chão da sala da mansão é congelado. Shiryu carrega o gato pra fora enquanto Seiya coloca o queijo novamente no meio da sala.
Depois de um tempo, o rato aparece de trás do armário.
“Veja! Lá está ele! Hyoga, prepare-se!”
“Pode deixar comigo!”
O ratinho sai correndo do armário para o gelo.
“É agora! PÓ DE DIAMANTE!!”
Mas o que Hyoga não esperava é que o ratinho não parou no queijo. Como estava tudo congelado ele começou a deslizar no gelo e nem chegou a tocar no queijo, indo parar do lado oposto da sala! O golpe de Hyoga passa direto, congelando tudo que havia pela frente, inclusive as escadas, os móveis, as paredes, causando diversas fissuras na mansão.
“Droga, essa foi por pouco! Na próxima a gente pega ele!”
Shiryu sai de trás do sofá repentinamente:
“Bah! Já estou farto de criar planinhos bobos para pegar esse rato! O que acha de criamos uma frente de ataque?”
Os três olham com uma cara não muito boa:
“Não acha que isso é muito arriscado? Não podemos prejudicar a mansão de Saori...”
“Sem problemas! É só usarmos o sétimo sentido que ele não terá como escapar! Afinal esse rato não é mais rápido que a velocidade da luz!”
Seiya pensa um pouco:
“Se nós chocarmos dois golpes em lados opostos, poderemos minimizar o efeito dos golpes e destruir o rato!”
“É uma boa! Vamos!”
Seiya e Shiryu deixam um outro pedaço de queijo no meio dos ‘restos’ da sala e o ratinho reaparece.
“É agora, Shiryu! Vamos aumentar nossos cosmos até o Sétimo Sentido!!”
“Vamos!”
Os dois queimam seus cosmos no máximo e os restos do chão começam a flutuar no ar com o poder dos dois.
“COMETA DE PÉGASO!”
“DRAGÃO NASCENTE!”
Os dois golpes se chocam e causam uma grande explosão da casa! As fissuras que Hyoga causou na parede se abrem e parte do teto desaba.
Shun e Hyoga olham sem acreditar:
“Essa não!! Você viu isso, Hyoga?”
“Vi! O RATO ESCAPOU!!”
Seiya e Shiryu se levantam do chão imediatamente:
“COMO?!?!?!”
“É verdade! Ele saiu voando encima de um dos restos do chão por causa dos cosmos de vocês a um centésimo de milésimo de segundo dos golpes se chocarem!”
“Oh, droga! Eu não sei mais o que fazer com esse rato!”
Shun sai correndo da sala:
“Eu já sei!”
“Outra idéia. Duvido muito que isso possa funcionar!”
Shun volta trazendo Ikki.
“Pra que você me acordou, Shun?”
Seiya olha pra ele:
“Você conseguiu ficar dormindo durante todo esse tempo com todo o barulho que estávamos fazendo?!”
“Barulho? Mas do que é que você está falando? E o que aconteceu com essa sala? Por acaso passou um tufão aqui?”
“Niisan, tem um rato a solta aqui que Saori pediu pra nós matarmos e estamos precisando de ajuda!”
“Só isso que você queria de mim, Shun? Matar um rato?! Ah, está bem. Onde ele está?”
“Acho que ele caiu mais ou menos por ali quando saiu voando...”
Shun apontou para um canto perto das escadas.
“Ah, já vi. Esperem um pouco.”
Ikki se aproximou calmamente do lugar. Quando o rato percebeu, tentou escapar, mas foi inútil. Rapidamente Ikki catou o seu pequeno corpinho e o colocou dentro de um saco plástico. Para que ele não fugisse, deu um nó bem apertado no saco. Então Ikki saiu da mansão e os quatro o seguiram. Quando chegou no jardim, ele jogou o saco pro alto e deu um pequeno golpe de cosmos explodindo-o.
“Viu como é simples? Vocês são mesmo uns incompetentes. Agora deixa eu voltar para a minha rede. Estava sonhando com a Esmeralda...”
Ikki vai embora e os quatro cavaleiros ficam observando estarrecidos os restos de plástico queimados que haviam sobrado...
Seiya se vira pra trás e grita de lá mesmo:
“Saori, pode sair daí!! O rato já está morto!”
“Puxa, até que enfim! Não agüentava mais ficar trancada dentro daquele escritório!”
Depois de alguns segundos...
“AAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!!!!”
“Essa não, outro rato?”
“O que foi, Saori?!”
“EU QUERO QUE MATEM ESSES CAVALEIROS!!!!!!!!!!!!!!”
Eles se viram e vão embora:
“Droga, ela nunca está satisfeita...”
“O que acha de irmos para algum outro fanfic até que ela se acalme?”
“Acho que um de Tom&Jerry seria bem mais tranqüilo...”
“Eu concordo. Vamos.”
Saint Seiya é propriedade de Masami Kurumada, Shueisha e Toei Animation.
Comentários: Dá pra se perceber porque se chama impossível, né? ^_^ Eu sei que são situações impossíveis, mas eu me divirto muito com absurdos!!
Agradecimentos ao Leandro Uliam pelas várias idéias que surgiram enquanto eu tava bolando esse fic!! Eu dei muita risada!!! ^^;;
*FIM*
Obs:
Saint Seiya é propriedade de Masami Kurumada, Shueisha e Toei Animation.