A
Praia
"Tem certeza de que ninguém irá nos encontrar aqui?"
Shun
o seguia com um pouco de medo de serem descobertos. Seiya, no entanto, se
mostrava confiante e orgulhoso da audaz fuga da escola. Hyoga mantinha uma distância
respeitável dos dois, tímido.
"Aqui
é o lugar perfeito! Ninguém nos encontrará!"
Estavam
perto do cais. Os navios ao longe anunciavam sua partida com um longínquo aceno
sonoro. Hyoga mergulhou em um profundo silêncio. Sua mama tinha há pouco tempo
partido em um desses navios dizendo-lhe entre lágrimas Do Cvidanja. Mas mama não
queria deixá-lo. E ele não queria ficar longe de mama. Por isso ele estava
decidido a voltar para ela não importava a que custo. Por mais rigoroso que
fosse o treinamento de cavaleiro, ele venceria e voltaria para mama. Shun
percebe o distante olhar do siberiano.
"Hyoga-kun?
O que houve?"
"Não
é nada... É que esses navios me lembram a minha mãe..."
O
triste e sereno olhar de Hyoga ainda era um mistério para Shun. Shun não se
lembrava de sua mãe, muito menos de seu pai, então ele não conhecia esse amor
que unia pais e filhos. Conhecia unicamente o amor fraterno que Ikki lhe
oferecia. Uma vez ele perguntou ao niisan se isso era errado. Ikki riu e
respondeu que era natural, já que Shun era apenas um bebê na época em que
ficaram órfãos. Mas mesmo Ikki não conseguia se lembrar de seus pais, mesmo
que devesse, já que ele era mais velho que Shun. Seria errado?
Seiya
partilhava o mesmo sentimento. Ele também era apenas um bebê quando perdeu os
pais, portanto nunca aprendeu o que era amor materno. Mas ele sentia que não
precisava daquilo. Enquanto ele tivesse a Seika neesan para cuidar dele, tudo
estaria bem. Concluindo o pensamento, ele pulou na água, mesmo sabendo que
levaria uma bronca da professora do orfanato depois.
Shun
tenta segurá-lo, inutilmente.
"Seiya-kun,
não deveria fazer isso. Vai levar uma bronca quando voltar.”
“Eu
não quero saber. Hoje temos todo o direito de escapar desse orfanato.”
E
chutando uma onda, Seiya chega a molhar a camisa.
"Aquele
Mitsumasa disse que eu teria que me separar da neesan! Eu nem quero me tornar um
cavaleiro! Eu odeio ele! Diga, até você não gosta dele, não é, Shun?"
E
Shun, assentindo timidamente.
"Hoje
eu vi ele discutindo com o niisan. Havia aqueles seguranças e eu fiquei com
medo de que fizessem algo...”
"E
você, Hyoga?"
Hyoga
observava um navio ao longe, distraído demais para prestar atenção na voz de
Seiya.
"Ei,
Hyoga, tem alguém aí? Responda!"
E
Hyoga, finalmente percebendo que falavam com ele.
"Hã?
O quê?"
"Minha
nossa, não é a toa que os outros pensam que você é louco! Essa não é uma
boa hora de ignorar os outros! Eu perguntei se até você não gostava desse tal
de Mitsumasa Kido!”
"É,
eu também não gosto dele..."
O
pensamento de Hyoga então se transportou para um outro canal: Mitsumasa Kido.
Seu olhar tornou-se novamente solitário.
"Hyoga!!"
Desta
vez Hyoga olhou para os dois colegas do orfanato assustado.
"Ah!
Desculpe, é que eu estava pensando nesse projeto de nos tornar cavaleiros. Por
que vocês acham que ele quer que nós passemos por isso?"
"Ora,
porque ele é um velho idiota que só pensa em dinheiro!"
Seiya
senta na areia, chateado com o tópico. Em breve ele teria que partir para
alguma parte do mundo para se tornar cavaleiro. Ele ficaria muito longe da
neesan por muito tempo. Mitsumasa era um desgraçado por fazer ele ter que
passar por isso. Por que ele tinha o poder de decidir se Seiya deveria ou não
ficar com a neesan? Ele, que não tinha nada a ver com os dois! Mas Seiya ainda
era uma criança e não podia fazer nada contra os robustos seguranças do Kido,
restando-lhe apenas aceitar o inaceitável. Depois de se tornar um cavaleiro,
certamente os seguranças do Kido não poderiam impedi-lo de ficar com neesan e
ele enfim poderia protegê-la de qualquer coisa. Neesan nunca mais ia chorar!
"Niisan
diz que é porque ele só pensa na riqueza dele e não em nós."
"É,
e pela primeira vez concordo com ele. Mitsumasa não passa de um velho desalmado
que só pensa em ganhar dinheiro às custas de nosso sofrimento!"
Hyoga
se perguntava se Mitsumasa era mesmo esse tipo de homem. Ainda era muito clara
para ele a cena quando Mitsumasa virou-lhe as costas, ao mesmo tempo em que
assentia que ele era seu filho. Mostrava-se frio e olhava-o com desprezo, como
se Hyoga fosse um órfão qualquer e não o seu filho de sangue. Mas mama falava
de seu pai com muito respeito e fazia Hyoga refletir sobre o pai que o
abandonou. Era isso mesmo. Ele não passava de um simples órfão como todos os
outros. Não adiantava nada ser filho do Kido se ele não recebia amor deste.
Ikki
e Shiryu se aproximam dos três caminhando calmamente.
"Então
é aí que vocês três foram parar. Nos pediram para buscá-los."
Seiya
se levanta, nem um pouco feliz de ver o irmão de Shun.
"E
você aceitou. Apenas para nos delatar!"
"E
se fosse? O que você faria?"
"Isso!!”
Seiya
já ia pulando para cima do outro garoto, mas Hyoga rapidamente o segura.
"Calma,
Seiya, ele não veio aqui pra fazer isso conosco. Só disse isso pra te
provocar."
E
era verdade. Ikki adorava provocar Seiya apenas para ver sua reação e arranjar
mais uma briga. E impulsivo como era, Seiya jamais recusaria. Mas ele jamais
fazia isso por mal. Dentre as pestes do orfanato, Seiya era o único que não
atormentava Shun e permitia a sua companhia, por isso havia ganhado a simpatia
de Ikki.
Shiryu
ri.
"Apenas
Ikki consegue tirar Seiya do sério desse jeito! Mas não se preocupem, todos
tivemos um mau dia. Vamos esperar um pouco.”
Seiya
se afasta um pouco, temporariamente emburrado. Shun se aproxima de Ikki, feliz
por ver o irmão.
"Niisan!"
"Shun,
procure não fazer isso muito, sim?”
"Sim,
niisan!"
Ikki
sorria ao ver que Shun estava alegre aquela tarde. Ele andava bastante chateado
ultimamente porque em breve iam se separar para realizarem os seus treinamentos
de cavaleiros. Ele sabia que aqueles seriam os seus últimos dias normais. Ikki
queria que Shun fosse à escola, mas sabia que ele não poderia estar por perto
quando os outros garotos viriam para provocá-lo. Portanto, não podia impedir
que Shun tentasse se refugiar na praia às vezes.
Hyoga
observava discretamente a conversa dos dois irmãos. Hyoga nunca teve nenhum irmão
ou irmã com quem pudesse se abrir dessa forma. E ele sentiu vontade de
experimentar esse sentimento. Como era proteger um irmão menor? Como era ser
protegido por um irmão mais velho? O que era esse calor que envolvia o Ikki e o
Shun quando partilhavam emoções? Como era sentir o calor da irmã mais velha
carregando o menor, como era o caso de Seiya? Hyoga não conhecia esse
sentimento, o amor fraterno, já que não possuía nenhum irmão ou irmã, e
agora se sentia terrivelmente só. Ele queria sentir calor humano, amizade,
vida, companheirismo. Mas as pessoas a sua volta estavam preocupadas demais com
os seus próprios destinos para prestarem-lhe uma atenção especial, assim como
o próprio Hyoga estava.
Shiryu,
que jamais descobriu nem o amor materno, nem o fraterno, sentiu vontade de poder
desfrutar os laços que unem pessoas tão próximas. Mas como no momento isso
era impossível, optou por zelar por seu futuro, para que um dia pudesse
desfrutar o amor que os outros órfãos tinham por seus entes queridos. Estava
acostumado a lidar com a solidão, mas não queria que essa fosse a sua condição
até o fim de seus dias. Tornando-se forte, garantiria a sua sobrevivência para
que um dia, quem sabe, pudesse descobrir o que os seus colegas já tiveram
chance de viver: o carinho.
Os
dias no orfanato estavam contados para essas crianças, que agora se perguntavam
o que o destino lhes ofereceria nessa vida que já começava tão tortuosa. E
silenciosamente observaram o crepúsculo anunciando o início de uma nova vida.
As ondas se desfaziam com leveza na areia sob os pés dos órfãos, deixando
para trás pequenos vestígios de seu passado.
"Bem,
aqui estamos."
Shun
observa as ondas, inspirando a brisa marítima.
"Gosto
desse lugar. Por mais que nós tenhamos mudado, ele sempre continuou o
mesmo."
"Ele
é o passado que jamais podemos esquecer."
"Ahahah,
quem diria, o Seiya dizendo coisas profundas! Esquece, Seiya, você nunca ficará
bom nisso!"
"Ora,
cale a boca, Ikki! Não preciso de um falador de besteiras por perto!"
"Não
se preocupe, o meu nunca vai conseguir competir com o seu!"
Seiya
fica vermelho de raiva e tenta lançar uns golpes no Fênix, que desviava de
todos com absoluta facilidade. Não estavam lutando de verdade.
Shun
sorri. Algumas coisas jamais mudariam mesmo, como essa praia, essa amizade, esse
espírito. Quando há oito anos atrás Shun deixou o Japão para buscar o seu
treinamento de cavaleiro, achava que aquele passado permaneceria intacto com o
tempo, mas não foi assim. Ikki mudou, Seiya mudou e ele mesmo, cresceu muito
durante os últimos anos e batalhas. Mesmo assim, as lembranças eram imutáveis.
Elas permaneciam vivas nos corações de todos que as valorizavam. Assim era o
caso dos órfãos que sobreviveram ao treinamento dos cavaleiros. Era algo para
se orgulhar.
"Aqui
já aconteceu de tudo, até mesmo combates."
"É
verdade, Hyoga. E era o nosso parquinho quando éramos crianças. Quando conseguíamos
escapar, é lógico."
"É,
e escapar não era nenhum problema pro Seiya, evidentemente..."
"Cale-se,
Ikki! Por que você tem que pegar tanto no meu pé?"
Seiya
olha furioso para o amigo, mas logo se acalma. O olhar de Ikki era tranqüilo e
próximo, diferente do olhar endiabrado que ele costumava espalhar pra todos.
Ikki havia passado por momentos terríveis na ilha da Rainha da Morte, e
conseguiu, de alguma maneira, proteger o velho Ikki em algum lugar em sua alma.
Quando Seiya venceu Ikki no final dos combates com os cavaleiros negros,
perguntou-lhe por que ele havia mudado tanto, e este simplesmente respondeu: 'a
ilha é um inferno'. Inferno que Ikki viveu por seis anos e lhe trouxe feridas
que jamais deixariam de sangrar em seu coração. Mas graças à fraternidade de
Shun e à amizade dos amigos, Ikki pôde obter forças para combater esse
fantasma e liberar o bondoso Ikki que residia dentro dele. E aí estava ele.
Seiya sorri e volta a olhar para o mar.
Hyoga,
para o Sol, vermelho, prestes a se por.
"Isso
me lembra de quando os cavaleiros de prata começaram a nos atacar, começando
com o Misty."
"Na
época em que o Santuário ainda estava nas mãos do mestre... E pensar que isso
aconteceu já há dois anos... Ainda me lembro com perfeição daqueles dias,
cada segundo. Eu ainda estava procurando a neesan..."
"Achei
incrível você não tê-la encontrado porque ela havia perdido a memória.
Ainda bem que depois de Hades, voltou sã e salva. Graças a Marin e os
outros."
"É
sim... Marin... Como ela estará agora?"
O
olhar de Seiya torna-se ternamente triste. Shun pôde compreender totalmente
aquele sentimento. Shun sentia muita falta de niisan, mesmo sabendo que ele
estivesse sempre bem, pois podia sentir o cosmos do irmão brilhando
intensamente. Mas saudades de uma pessoa tão querida não tinha tempo, nem
lugar, nem estado. Marin podia não ser irmã de sangue de Seiya, mas havia
conquistado um lugar especial em seu coração, que fazia dela alguém muito além
de uma simples mestra. Seiya procurou Seika por mais de um ano, em meio às
lutas, na esperança de encontrá-la viva. E a dor de não saber o que havia
acontecido com ela, se estava bem ou doente, viva ou morta, Shun calculou, era
indescritível. E assim era, também, a gratidão de Seiya por Marin por ter
encontrado Seika. Shun estava a meio caminho para tocar-lhe o ombro, quando alguém
o fez antes.
Ikki.
"Muito
bem, pelo que posso perceber, já que não precisa cuidar de um certo discípulo
tagarela."
Hyoga
olha para os dois, sorrindo.
"E
também continua tão forte quanto antes, ou até mais, pelo seu cosmos."
Seiya
sorri.
"Obrigado,
amigos."
Seiya
esquece-se da saudade. Seus amigos estavam lá lhe dando força, como sempre o
fizeram nos momentos mais difíceis. Ele sabia que eles se preocupavam de
verdade com ele, o que o deixava imensamente feliz. Ikki, que lhe salvou a vida
inúmeras vezes. Shun, companheiro de primeira, coração puro e grande amizade.
Sempre foi o amigo mais próximo de Seiya depois de Shiryu, disposto a lidar com
qualquer problema, seja relacionado às batalhas ou à vida pessoal. Muitas
vezes Seiya evitaria contar-lhe os problemas para não preocupá-lo. Até mesmo
Hyoga, que até a batalha das Doze Casas vivia mais preocupado consigo mesmo do
que com os companheiros, quase lhe entregou a vida na batalha contra Poseidon e
agora não hesita em dividir o fardo do amigo que sofre, mesmo sendo o seu próprio
de peso inigualável.
Hyoga
volta-se, então, para Shun.
"E
Shiryu? Faz tempo que não tenho notícias dele."
"Vai
indo, nas Cinco Montanhas, acompanhado de Shunrei. Na verdade, ele avisou
que..."
"Não
precisa mais avisar, Shun! Já cheguei!"
Os
quatro se viram e vêem Shiryu descer para a areia da praia e caminhar até eles
com seu costumeiro e sereno sorriso.
"Shiryu!"
"Que
bom que você chegou. Como tem passado?"
"Muito
bem. Shunrei tem me dado forças para continuar. Quero continuar cuidando de
Rosan até quando puder."
"Deve
ser difícil para você cuidar de Rosan assim, sem o mestre..."
"É.
Sinto falta de vê-lo em frente à cachoeira como nos velhos tempos.
Principalmente Shunrei. Ela era muito ligada a ele." E em um suspiro
"Finalmente entendi o que o mestre quis dizer na batalha de Hades. Ele
sabia que ia perder a vida nessa grande batalha e não queria que ela também me
perdesse. Ela ficou rezando por mim o tempo todo e quase a abandono..."
Shun
percebe que Shiryu seria atingido por um vento de melancolia, e se antecipa.
"Mas
agora vocês estão juntos. E ela veio com você hoje?"
"Veio
sim. Está lá na mansão. Podemos ir para lá depois."
Vendo
o bom humor de Shun, Shiryu aproveita para perguntar.
"Shun,
em Hades, você por pouco não ofereceu a sua vida em sacrifício para salvar a
Terra. Derramar sangue é tão relevante para você para que chegue a se matar?
Não seria melhor você se livrar dessa dor e tentar..."
Shun
levanta as mãos, num sinal para parar, sorrindo.
"De
jeito nenhum. Eu faço parte dessa equipe e nem você, nem ninguém irá me
tirar dela."
Embora
um pouco triste em saber que o amigo continuaria com a vida de batalhas, sangue
e violência, Shiryu sentiu-se feliz com a resposta. Shun não estava
amedrontado com o seu destino como cavaleiro, mesmo que a violência fosse a única
coisa que ele odiava no mundo. E como um cavaleiro exemplar, jamais hesitaria em
dar a vida para salvar uma outra pessoa. Aquele garoto submisso e amedrontado
tinha dado lugar a um homem valoroso, ciente de tudo que a vida lhe significava.
Não. Aquele homem já existia dentro dele, apenas estava dormindo. Torná-lo
cavaleiro o forçou a liberar sua fúria como guerreiro e como ser humano. E
agora, Shiryu tinha orgulho de poder dizer que aquele ser humano era um de seus
melhores amigos. 'Aquele que julga, mas tem pena dos criminosos'.
Hyoga
sente-se mais leve com as palavras do amigo que tantas vezes o resgatara e olha
com aprovação.
“Que
ironia, não? No começo, nenhum de nós desejou se tornar um cavaleiro para
defender a paz na Terra. Mas agora estamos aqui, nos sacrificando por qualquer
chance pra protegermos o planeta.”
Ikki
sorriu.
“Eu
acho que é porque vivemos...”
“Como
assim, niisan?”
“Por
termos passado pelo que passamos, conhecido aqueles que conhecemos, sentido
aquilo que jamais imaginaríamos sentir quando éramos pequenos. Conhecemos
melhor do que ninguém o significado da vida humana, e por isso tentamos nos
privar das nossas para que esse significado em absoluto não se perca. É
simplesmente pelo fato de estarmos vivendo como cavaleiros.”
Ikki
sabia que tanto ele como Hyoga haviam passado por péssimos momentos até se
tornarem cavaleiros. Ele sabia que Hyoga lutava pelos amigos que tanto amava e
que sua determinação vinha desses sentimentos que ele conheceu apenas dentro
do campo de batalha. Dessa forma, ele aprendeu a valoriza-los como ninguém.
Ikki tinha consciência daquilo porque, em parte, fora o próprio Hyoga que lhe
ensinara isso na primeira batalha contra os cavaleiros negros. Ikki aprendeu com
ele a transformar o duro passado em uma boa lembrança que pudesse lhe trazer
novas esperanças, e aquela era uma lição que eles estiveram carregando no
peito durante todas essas batalhas. 12 Casas, Asgard, Poseidon...
O
céu estava escurecendo e as nuvens eram tingidas de um laranja beirando o
vermelho. Os cinco jovens cavaleiros de Athena observavam o término de mais um
dia, para que no seguinte pudessem desfrutar alegrias, tristezas, esperanças,
amizades e outras bênçãos do céu. Das sombras formadas na fina areia,
podia-se distinguir cinco crianças órfãs que um dia sentaram naquela praia e
tentaram medir quantos sofrimentos pesariam sobre suas tristes vidas, acabando
por descobrirem em si mesmos e uns nos outros o significado de suas simples
existências.
*FIM*
Obs: Saint Seiya é propriedade de Masami Kurumada, Shueisha e Toei Animation.
Obs2:
Supõe-se nesse fanfic que Hyoga e Shiryu conheceram os demais no orfanato e não
na mansão Kido, já que na série não é possível definir com certeza onde os
cinco cavaleiros de bronze se conheceram.