Dimensão Z

 

Parte III – Trapaças, trapaças, trapaças...

 

 

            Os Cavaleiros ainda tentavam desesperados escapar da assustadora Videl:

“Por favor, senhorita Videl! Não fique brava conosco, é que...”

            “Não precisa vir com nenhuma desculpa pra cima de mim, seu mentiroso! Como você pode explicar esse seu amiguinho segurando uns brutamontes com uma mão só e esse outro que amassou o carro sem nenhum objeto?! E depois, esse outro delatou todos vocês!”

            Shun tratou de pensar em algo rápido antes que Videl pulasse pra cima deles.

            “Não ouça o que ele diz, esse nosso amigo sofre de uma doença incurável!”

            “Eu não sofro de nenh...”

            Hyoga e Shiryu seguram Seiya e tapam-lhe a boca antes que ele estragasse a situação mais uma vez.

            “Mas que diabos de doença é essa, eu posso saber?!”

            Ikki finge uma cara de tragédia digna de Oscar.

            “Oh, é uma doença fatal, horrível e super rara! O nosso pobre amigo sofre do terrível mal do Pégaso louco!”

            Shun, Hyoga e Shiryu olham pro Ikki com uma cara de interrogação enquanto Seiya se debatia mais e mais.

            “É verdade! Quando ele era criança, comeu carne de cavalo sem saber que era de um Pégaso que sofria do mal do Pégaso louco! Desde aquele dia então ele diz e faz coisas sem nenhum sentido e acredita que pode voar!”

            “E como você quer que eu acredite nessa besteira?! Desde quando existe esse ‘mal do Pégaso louco’?!”

            “Eu posso provar pra você! Veja como ele se debate! Já viu um ser humano executar movimentos tão irracionais?”

            Videl olha pro Seiya, que estava vermelho de raiva e ainda tentava escapar dos fortes braços dos companheiros.

            “Humm... É, você tem toda a razão. Mas ainda vou ficar de olho em vocês, viu?!”

            “Sim, senhorita! A qualquer momento será bem vinda!”

            Eles ficam em silêncio até que Videl partisse em seu helicóptero e sumisse de vista. Então eles respiram aliviados e Hyoga e Shiryu soltam Seiya, que pula no Ikki bufando de ódio. Este também não se deixa ser dominado e ambos começam uma bela briga de rua. O Grande Saiyaman olhava para o furioso Seiya.

            “Puxa, deve ser difícil conviver com uma pessoa que sofre desse mal do Pégaso louco...”

            Os outros três cavaleiros de bronze deixam escapar uma enorme gota de suor...

 

 

            Mu respirava aliviado depois de escapar do ataque do Aiolia. Ele estava de novo no Santuário em frente da casa de Áries.

            “Ufa, que bom que consegui escapar são e salvo. Agora tenho que tratar de achar o Kanon para que ele abra de novo a porta da outra dimensão antes que algum demente resgate a Athena.”

            Ele vê uns soldados que conversavam perto das 12 casas e decide usa-los.

            “Ei, vocês! Preciso que façam uma coisa pra mim!”

            “Sim, senhor cavaleiro de ouro! O que deseja?”

            “Quero que procurem um homem chamado Kanon de Gêmeos. Se o encontrarem, peçam-lhe para vir até a o Templo de Áries, por favor.”

            “Sim!”

            Os soldados vão embora correndo, obedecendo ao cavaleiro de ouro. Mu estava voltando para o seu templo, quando percebe a aproximação de alguém. Quem poderia ser? Um ousado que tentaria atravessar as 12 casas, derrotando os cavaleiros de ouro, como fizeram Seiya e os outros para chegar ao Templo de Athena ou um inimigo da Terra? Mu fica em alerta...

            Mas o que estava por vir era muito mais terrível, assustador  do que qualquer coisa que ameaçasse a paz na Terra, fosse um mortal comum ou um terrível deus grego. Mu prepara-se para a batalha mais violenta de toda a sua vida.

            A pessoa que se aproximava era ninguém menos que o cavaleiro de Vulpécula!!

 

 

            “Cale a boca, Seiya, é você que nunca soube fazer as coisas direito!!”

            “Eu?! Quem é que sempre tem que se sacrificar mais para salvar a Saori?!”

            “É porque eu não sou levo tanta surra só pra salvar aquela menininha!”

            “Ora, seu...!”

            Todos olhavam para a briga entre Seiya e Ikki e a bela exibição de golpes faz inúmeras pessoas se aproximarem dos dois. O Grande Saiyaman decide por um fim a tudo aquilo:

            “Muito bem, chega de discussão, vamos fazer as pazes!”

            “Se você não fosse tão metido, tudo teria dado certo!”

            “Vamos, a coisa não foi tão séria assim, não briguem...”

            “Como assim eu? Se o Shiryu e o Hyoga não te segurassem naquela hora, nós estaríamos conversando com a polícia!”

            “Calma, tudo já passou, não há mais necessidade de brigar...”

            “Claro que não, eu já tinha tudo bolado desde o início!”

            “Hey, vamos parar de discutir!”

            “Há! Você? Até parece que você tem capacidade mental pra isso!”

            “Vocês querem parar de discutir?!”

            Os dois ao mesmo tempo:

            “NÃO!”

            Por fim Ikki dá um golpe no Seiya, que cai.

            “Heh! Quem sabe um dia você consiga me vencer! Até logo!”

            Shiryu, Hyoga e Shun vão atrás de Ikki, desesperados:

            “Nissan, espere, aonde vai?”

            “Ikki, o que está fazendo, devemos ficar juntos!”

            Ikki acende o cosmos.

            “Eu não quero ficar perto desse maluco mais, eu vou embora!”

            E Ikki sai correndo a uma velocidade impressionante. O Grande Saiyaman fica parado no lugar em que estava.

            “Puxa, como ele é rápido! E também não luta nada mal!”

            Shiryu suspira.

            “Droga, agora teremos que ir atrás dele até o fim do mundo... E o pior é que já está anoitecendo!”

            O Grande Saiyaman olha para o relógio:

            “É verdade, eu também tenho que ir pra casa jantar.”

            Seiya se levanta num pulo como se não tivesse nem sentido o golpe.

            “Jantar, você diz?! Há muito tempo não como algo decente!”

            “Me desculpe, mas acho que minha mãe não ficará muito feliz em abrigar estranhos em casa...!”

            “Ahhh...”

            “Até mais!”

            O Grande Saiyaman sai voando logo em seguida. Shun observa calmamente enquanto ele desaparece no céu.

            “É uma pena, mas parece que não teremos abrigo para a noite...”

            “Eu não teria tanta certeza disso, Shun!”

            Todos olham pro Hyoga, que mostrava um grande sorriso no rosto. Em sua mão balançava o capacete do Grande Saiyaman...

            “Hyoga, como é que você conseguiu tirar esse capacete dele sem perceber?!”

            “Hehehe, é fácil quando se sabe!”

            Logo em seguida um jovem chega desesperado.

            “Me desculpem, mas será que vocês não viram um capacete de super-herói?”

            Hyoga exibe o capacete roubado, sorrindo.

            “Procurando por isso, Grande Saiyaman?”

            Shiryu ri, satisfeito com a tática de Hyoga.

            “Parece que agora você não tem como esconder sua identidade, amigo. Quem é você afinal?”

            O garoto anda uns passos atrás, aterrorizado.

            “Como vocês descobriram?!”

            Shun sorri.

            “Não se preocupe, não vamos contar pra ninguém, mas nos diga quem é você.”

            “Meu nome é Gohan, mas por favor, não contem pra ninguém!”

            Hyoga ainda segurava o capacete.

            “Com uma condição: você vai nos hospedar na sua casa até que consigamos sair dessa cidade maluca!”

            “O QUÊ?! NA MINHA CASA?!”

            Os quatro lançam um sorriso sacana pra ele e Gohan suspira...

 

 

            “Boa tarde, Mu, vim aqui pegar a minha armadura de volta”.

            “Boa tarde, cavaleiro de Vulpécula! É um grande prazer revê-lo!”

            “Onde está a minha armadura? Estou com um pouco de pressa, porque vou precisa-la logo...”

            “Er bem, ela... Ela estava muito complicada de consertar e fui pedir a um outro especialista que consertasse pra mim.”

            “Um outro especialista? Essa não! E ele não pôde consertar pra hoje? Se for o caso, eu quero o meu dinheiro de volta!”

            “Oh, mas ele me disse que ela estaria pronta pra hoje e seria ele que a traria pessoalmente pra mim! Quem sabe se a esperarmos um pouco ele não chega?”

            “Humm.. Pode ser... Mas eu nunca ouvi falar de outra pessoa que também consertasse armaduras e fosse melhor que você. Afinal de contas, quem é ele?”

            “Er.. Bem... Ele é um homem com muito talento pra consertar todos os tipos de armaduras, sejam elas de bronze, prata ou até mesmo ouro!!”

            “Mas quem é ele?!”

            “Er.. O nome dele é... O nome dele é... é.... humm... O nome dele é... Aiolia! É o cavaleiro de ouro de Leão!”

            “O Aiolia?!! Mas como?! Não é ele que vira e mexe está sempre trazendo a armadura de Leão pra você consertar?!”

            “É isso mesmo, e como ele me viu tantas vezes consertando a armadura dele, acabou aprendendo a consertar armaduras também e ficou melhor que eu nesse ramo!”

            “Puxa, mas isso é incrível! Mas você acha que ele vai trazer a minha armadura logo?”

            “Ah, isso eu não sei... Teve uma vez que ele demorou duas semanas.. não! Três semanas pra trazer a armadura!”

            “Três semanas?! Oh, céus, é melhor eu mesmo ir atrás daquele sujeito! Por acaso ele está na casa de Leão, Mu?”

            “Não, ele provavelmente está no Japão, é onde ele costuma ir pra consertar as armaduras!”

            “Mas como ele precisa ir até o Japão pra consertar as armaduras se ele aprendeu a fazer isso com você e você nunca precisou sair do Santuário?”

            “Er... Humm.. É como eu disse! Aiolia ficou tão melhor que eu no ramo de conserto de armaduras que nem eu mesmo sei porque é que ele precisa ir tanto ao Japão! Mas você sabe que o Japão é a terra dos samurais, vai ver que ele aprendeu alguma coisa com a produção das armaduras samurais!”

            “Humm... Está bem, então. Eu já vou indo, porque estou com muita pressa.”

            “Até logo!”

            O cavaleiro de Vulpécula vai embora, enquanto Mu solta um suspiro e começa a rir, fazendo o sinal de vitória com a mão...

 

 

            “NÃO, NÃO E NÃO!! Onde já se viu isso, Gohan, deixar que estranhos durmam em casa e comam a minha comida? Eu não vou permitir isso!”

            “Mas mamãe, se você não deixar, todos da cidade vão descobrir sobre os meus poderes!”

            “Eu não quero saber, eles não podem ficar aqui e pronto!!”

            “Mas mamãe, eles não vão incomodar, eu juro! Não é verdade, pessoal?”

            Gohan olha pra trás e percebe que Seiya&Cia não estavam lá.

            “Mas pra onde eles foram?!”

            “Hum, hum... Isso aqui está delicioso!”

            Os quatro cavaleiros já estavam devorando com fé a comida de Chichi, que vai ficando vermelha de ódio, fumaças começam a sair da cabeça e...

            “AAAAAAAAHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!”

            Uma enorme explosão ocorre na casa.

 

 

Para a parte IV  

   

Obs: Saint Seiya é propriedade de Masami Kurumada, Shueisha e Toei Animation.

       Dragon Ball é propriedade de Akira Toriyama, Shueisha e Toei Animation.