O primeiro dia
Quando o Sol começou a desaparecer no horizonte, senti um vazio aterrorizante perguntar para mim: ‘É isso que realmente deseja? Olhe para frente... O que vê?’
Eu via o rosário dourado envolver a cruz de meu irmão como se ainda houvesse algo a proteger. Mas o que eu mais quisera proteger havia desaparecido junto àqueles escombros. E por quê? Por que eu estava de frente àquele rosário, se naquele dia toda a minha crença havia sido assassinada por mim mesmo? Se meu irmão não estava mais ali para responder minha pergunta!
Naquele dia eu matara um homem. O primeiro. Perdera completamente o controle ao sentir ódio pela primeira vez, e tirei a vida de uma pessoa. Ao mesmo tempo, outra vida foi tirada de mim. Se matar era o que mais abominava no mundo, por que o fizera? Queria largar aquela armadura ali mesmo, fugir do caminho que escolhera por este estar banhado do sangue das pessoas que feri e que continuaria ferindo. Mas eu não fugi. Talvez, irmão, porque aquele fosse meu pior castigo...
Obs:
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